{"id":2085,"date":"2020-09-01T23:37:31","date_gmt":"2020-09-02T02:37:31","guid":{"rendered":"https:\/\/projetearquitetura.com.br\/nova\/?p=2085"},"modified":"2020-09-01T23:51:37","modified_gmt":"2020-09-02T02:51:37","slug":"como-a-pandemia-de-coronavirus-mudou-o-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetearquitetura.com.br\/nova\/como-a-pandemia-de-coronavirus-mudou-o-mercado\/","title":{"rendered":"Como a pandemia de coronav\u00edrus mudou o mercado"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Obras\u00a0interrompidas, projetos cancelados e prazos extendidos: a pandemia de\u00a0coronav\u00edrus\u00a0tamb\u00e9m afetou o setor de\u00a0arquitetura\u00a0e\u00a0design de interiores, que depende do pleno funcionamento de lojas de m\u00f3veis, fornecedores de\u00a0revestimentos\u00a0e m\u00e3o de obra, por exemplo.<\/p>\n<p>E como os escrit\u00f3rios e profissionais est\u00e3o lidando com a situa\u00e7\u00e3o? E o que esperar do futuro? Conversamos com especialistas para entender o que eles t\u00eam feito, o que pode ser adotado para diminuir os impactos negativos e como se planejar para os pr\u00f3ximos meses. Confira:<\/p>\n<p><strong>IMPORT\u00c2NCIA DO HOME OFFICE\u00a0<\/strong><br \/>\nFabio Zeppelini, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP), aponta que a\u00a0quarentena\u00a0evidenciou a import\u00e2ncia que \u00e9 ter um ambiente de\u00a0home office\u00a0nas resid\u00eancias. &#8220;As empresas est\u00e3o mudando e perceberam que os funcion\u00e1rios podem trabalhar efetivamente de casa. Agora, as pessoas precisar\u00e3o ter um espa\u00e7o adequado para isso&#8221;, diz. Assim, ele acredita que a demanda por projetos com\u00a0escrit\u00f3rios\u00a0dentro de casa ir\u00e1 aumentar.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>PROJETOS \u00c0 DIST\u00c2NCIA\u00a0<\/strong><br \/>\nA maioria das obras dos arquitetos\u00a0Nelson Kabarite e\u00a0David Arias Ferreira, do Est\u00fadio ZAR, que estava em andamento foi parada. Com escrit\u00f3rio sediado em S\u00e3o Paulo, eles j\u00e1 realizavam projetos na Bol\u00edvia, na Argentina e nos Estados Unidos por meio de atendimento digital. &#8220;T\u00ednhamos o conhecimento de atender online e, com a pandemia, entendemos que precis\u00e1vamos atingir o p\u00fablico que quer fazer uma\u00a0reforma, mas n\u00e3o pode sair de casa ou n\u00e3o sabia como contratar um\u00a0arquiteto&#8221;, afirma Nelson.<\/p>\n<p>A dupla criou o Quarentine Project, que consiste em consultorias online. Como funciona? Os clientes mandam o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, como fotos, v\u00eddeos, medidas e a\u00a0planta do im\u00f3vel. Com os dados, os arquitetos criam modelos 3D com sugest\u00f5es de altera\u00e7\u00f5es. &#8220;Fazemos consultorias de projetos completos ou de ambientes espec\u00edficos. Tamb\u00e9m damos dicas de coisas que a pessoa pode fazer sozinha, como pintar a casa, trocar um\u00a0quadro\u00a0ou mudar um m\u00f3vel de lugar&#8221;, conta David.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Segundo eles, o retorno foi positivo j\u00e1 nos primeiros dias de projeto. Agora, os profissionais v\u00e3o analisar como o m\u00e9todo de trabalho \u00e0 dist\u00e2ncia poder\u00e1 ser aperfei\u00e7oado quando a quarentena acabar. Para o professor da FAAP, solu\u00e7\u00f5es digitais como essa iniciativa vieram para ficar.\u00a0&#8220;N\u00e3o ir\u00e3o substituir a forma tradicional de fazer\u00a0arquitetura, mas s\u00e3o uma ferramenta para somar&#8221;, aponta Fabio.<\/p>\n<p><strong>100% ONLINE<\/strong><br \/>\nA One Help, startup que oferece solu\u00e7\u00f5es de arquitetura, tamb\u00e9m adaptou seus servi\u00e7os que contavam com atendimento presencial. &#8220;Somos uma empresa de economia compartilhada. \u00c9 como se fossemos um aplicativo de carona, no qual os nossos &#8216;motoristas&#8217; s\u00e3o os helpers: fornecedores, arquitetos e designers que contribuem com o desenvolvimento de projetos&#8221;, explica Thiago\u00a0Nicolielo, fundador da OneHelp.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas tipos de servi\u00e7o: concep\u00e7\u00e3o de projetos de arquitetura e\u00a0decora\u00e7\u00e3o, contrata\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o de obra e consultoria com atendimento personalizado. Nesta \u00faltima modalidade h\u00e1 uma fase na qual um helper vai at\u00e9 a casa do cliente para conhecer o espa\u00e7o e propor solu\u00e7\u00f5es.\u00a0Desde o in\u00edcio da\u00a0quarentena, as visitas foram reduzidas e o atendimento totalmente online passou a ser oferecido \u2013 e, segundo o empres\u00e1rio, os atendimentos online dobraram no per\u00edodo de\u00a0isolamento.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, de acordo com Thiago, fica a crit\u00e9rio de cada cliente e profissional se o encontro ser\u00e1 realizado ou n\u00e3o. &#8220;Deixamos isso em aberto, mas fizemos as recomenda\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias necess\u00e1rias para todos, como a necessidade de usar\u00a0m\u00e1scaras,\u00a0lavar bem as m\u00e3os\u00a0e manter dist\u00e2ncia social&#8221;, ele afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>IMPACTOS<\/strong><br \/>\nPara Fabio, da FAAP, o setor de constru\u00e7\u00e3o civil vai conseguir se recuperar sem grandes percal\u00e7os. &#8220;Percebo que essa \u00e1rea n\u00e3o foi t\u00e3o prejudicada quanto a de lojas, por exemplo. Para a retormada de obras, ser\u00e1 preciso adotar as medidas de preven\u00e7\u00e3o, como o uso de\u00a0\u00e1lcool em gel\u00a0e m\u00e1scaras&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Wanderson Leite, CEO da Prospecta Obras, startup que mapeia obras em andamento no Brasil, acredita que \u00e9 equivocado dizer que o setor n\u00e3o parou. &#8220;As lojas de materiais de constru\u00e7\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o foram impedidas de funcionar. Mas outras fatias do mercado, como marmorarias, lojas de m\u00f3veis planejados ou vidra\u00e7arias n\u00e3o entraram no recorte de servi\u00e7os essenciais e se veem diante de um cen\u00e1rio imprevis\u00edvel a m\u00e9dio e longo prazo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Diante de problemas financeiros que muitos estabelecimentos sentiram, Wanderson destaca que surgiu outra preocupa\u00e7\u00e3o: &#8220;A constru\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o estava acostumada a ir atr\u00e1s do cliente. Ela simplesmente esperava que ele batesse \u00e0 sua porta&#8221;, analisa. Dessa maneira, \u00e9 preciso se reiventar, como a One Help e o Est\u00fadio ZAR fizeram, para tentar captar um novo p\u00fablico.\u00a0&#8220;\u00c9 preciso ser criativo e, principalmente, n\u00e3o ficar parado&#8221;, diz o CEO.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>PODER DA COMUNICA\u00c7\u00c3O\u00a0<\/strong><br \/>\nCom a interrup\u00e7\u00e3o de obras e projetos, a arquiteta Mariana Santoro, de S\u00e3o Paulo, sentiu falta de ter conte\u00fados para postar no\u00a0Instagram\u00a0de seu escrit\u00f3rio. Ent\u00e3o, ela idealizou o projeto Arquitetos Em Rede, que consistia na troca de conte\u00fados entre escrit\u00f3rios. &#8220;As obras s\u00e3o uma forma de divulgar nosso trabalho e senti que v\u00e1rios profissionais estavam com as postagens paradas&#8221;, conta.<\/p>\n<p>A iniciativa come\u00e7ou com a participa\u00e7\u00e3o de 14 escrit\u00f3rios e cada um chamava mais tr\u00eas profissionais para fazer postagens com a hashtag #ArquitetosEmRede.\u00a0&#8220;Isso cresceu muito mais do que eu imaginava e n\u00e3o consegui mais repostar tantos stories&#8221;, lembra Mariana. Por isso, ela criou uma p\u00e1gina exclusiva para o projeto no Instagram, que hoje j\u00e1 conta com mais de mil seguidores.<\/p>\n<p>Profissionais e escrit\u00f3rios de diferentes estados, como Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Sergipe, j\u00e1 participaram. &#8220;O conte\u00fado \u00e9 livre. Recomendo que mandem coisas sobre \u00e1reas que eles gostam e dominam. Aprendi muita coisa e pretendo continuar com a p\u00e1gina mesmo quando a pandemia acabar. Mas como fa\u00e7o tudo sozinha por enquanto, preciso analisar como vou organizar a produ\u00e7\u00e3o e postagens&#8221;, comenta a arquiteta.<\/p>\n<p>O professor Fabio considera que \u00e9 preciso ter persist\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o para criar uma boa p\u00e1gina em qualquer rede social. &#8220;Isso \u00e9 um diferencial, pois n\u00e3o s\u00e3o todos os clientes que olham os sites. Geralmente, eles s\u00e3o atra\u00eddos por algo que viram em redes sociais e, na pandemia, as pessoas est\u00e3o mais conectadas. Ver um Instagram de\u00a0decora\u00e7\u00e3o,que para n\u00f3s \u00e9 trabalho, pode ser relaxante para os outros&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Pensando no futuro, Mariana se matriculou em um curso de gest\u00e3o de redes sociais, pois acredita que ser\u00e1 essencial o para fortalecimento de sua marca. &#8220;Estou apostando que, ap\u00f3s a pandemia, o mercado de arquitetura vai ganhar novas possibilidades, ent\u00e3o as redes sociais precisar\u00e3o ficar mais fortes e bem redondinhas&#8221;, opina.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>POR NATHALIA FABRO https:\/\/revistacasaejardim.globo.com\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Obras\u00a0interrompidas, projetos cancelados e prazos extendidos: a pandemia de\u00a0coronav\u00edrus\u00a0tamb\u00e9m afetou o setor de\u00a0arquitetura\u00a0e\u00a0design de interiores, que depende do pleno funcionamento de lojas de m\u00f3veis, fornecedores de\u00a0revestimentos\u00a0e m\u00e3o de obra, por exemplo. 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